EFE/EPA/STR
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Protestos deixam 13 mortos e 150 feridos em Nova Délhi

Capital da Índia foi palco de protestos que tiveram confrontos entre hinduístas e muçulmanos

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2020 | 15h58

NOVA DÉLHI - Treze pessoas morreram e pelo menos outras 150 ficaram feridas em protestos em Nova Délhi nesta terça-feira, 25. As manifestações, que ocorrem desde domingo, coincidiram com a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Índia, onde foi recebido com gala pelo primeiro-ministro Narendra Modi. Em Mumbai, principal centro financeiro indiano, também houve manifestações contra a visita do americano, chamado de "imperialista". 

Os protestos levaram às ruas os partidários da nova lei de cidadania, aprovada em dezembro, e os que a criticam, o que resultou em confrontos entre hindus e muçulmanos. Desde o fim do ano passado, há protestos contra a mudança, mas eles eram majoritariamente pacíficos

A mudança na lei concede nacionalidade indiana a minorias religiosas – como cristãos, budistas, hindus, parsis, sikhs e jains –, que, por sofrerem perseguição, tenham fugido dos vizinhos PaquistãoBangladesh e Afeganistão – de maioria islâmica – e estejam em solo indiano há mais de cinco anos. No entanto, há muçulmanos perseguidos em Mianmar que ficaram de fora da medida. 

A mudança na lei, que segundo os críticos é parte da agenda nacionalista do primeiro-ministro Narendra Modi - o que ele nega - provocou semanas de protestos nas principais cidades da Índia, como Mumbai, Calcutá, Bangalore e Hyderabad.

A Índia tem 1,3 bilhão de habitantes - dos quais 1 bilhão são hindus, 200 milhões são islâmicos e o restante compõe minorias religiosas. A Constituição indiana prevê que o país deve ser um Estado laico.  / AFP, Reuters e EFE

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