Protestos deixam 22 feridos no Chile

As manifestações pelo Dia do Jovem Combatente no Chile deixaram ontem um saldo de 228 presos, 22 feridos e distúrbios em algumas partes do país. De acordo com o subsecretário do Ministério do Interior, Rodrigo Ubilla, houve cortes de energia e queima de automóveis. Alguns manifestantes portavam armas de fogo.

SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2012 | 03h06

Ubilla, entretanto, lembrou que a série de manifestações durante o Dia do Jovem Combatente, que lembra o assassinato por policiais dos irmãos Rafael e Eduardo Vergara Toledo, de 18 e 20 anos, em 1985, foi bem menos intensa do que em anos anteriores.

"Se compararmos com as manifestações passadas, esta foi menos violenta, com menos gente, com menos pontos de conflito", afirmou o subsecretário. Nos protestos de 2011, então considerados os mais tranquilos em vários anos, foram presas 97 pessoas.

Em Santiago, os piores distúrbios foram registrados em bairros populares, como em Vila Francia, onde os irmãos Toledo foram assassinados.

Também ocorreram protestos e prisões em várias cidades do interior do Chile. Ubilla disse que chamou a atenção do governo chileno o uso de armas de fogo por alguns manifestantes e disse que muitos eram menores de idade.

Três policiais foram processados e condenados pelas mortes dos irmãos Toledo, assassinados após uma série de manifestações, em 29 de março de 1985, contra a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). Atualmente, eles cumprem penas que vão de 10 a 15 anos em uma prisão especial, nas proximidades da capital chilena. / REUTERS e AP

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