Peter Foley/EFE/EPA
Peter Foley/EFE/EPA

Protestos e festas do Orgulho LGBT+ devolvem empolgação às ruas de Nova York

Após uma comemoração cautelosa no ano passado, milhares de pessoas se reuniram no último domingo, 27

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2021 | 18h41

NOVA YORK - As festas e marchas do Orgulho LGBT+ de Nova York voltaram com força no último fim de semana, após uma celebração silenciosa no ano passado por causa da pandemia de covid-19.

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Greenwich Village no domingo, 27, iniciando festas improvisadas e comemorando por estarem juntas novamente.

Ahlasia Hunter, de 23 anos, participava de sua primeira comemoração do Orgulho LGBT+ dançando e aplaudindo em cima de uma barreira de tráfego. “Cara, a energia é incrível”, disse ela. “Se você não tem uma lista de coisas para fazer, você precisa começar uma: você tem que vir para a parada.”

No ano passado, a Parada do Orgulho de Nova York fez 50 anos, mas como as pessoas foram estimuladas a ficar em casa por causa da pandemia, a marcha foi reduzida a dezenas de participantes e transmitida online.

O último fim de semana de junho geralmente traz centenas de comemorações do Orgulho LGBT+ e atrai milhões de visitantes a Nova York. Em 2020, o maior evento do tipo foi a Marcha da Liberação Queer, mobilização que ganhou apoio por ser uma alternativa antipolicial e anticorporativa a eventos mais comerciais.

No ano passado, as comemorações chegaram durante as manifestações Black Lives Matter que se seguiram após o assassinato de George Floyd, o que levou eventos como a Dyke March, de visibilidade lésbica, a redirecionar os apoiadores para marchas antirracistas.

Este ano, embora a Parada do Orgulho ainda tenha sido virtual, milhares de pessoas desceram pela Quinta Avenida no sábado para a Dyke March, enquanto a Marcha da Liberação Queer levou outras milhares para as ruas na tarde de domingo.

“Fiquei preso dentro de casa durante o ano passado e é ótimo sair novamente e ver outras pessoas”, disse Amaris Cook, de 19 anos, que viajou de Springfield, Massachusetts, para participar da Marcha da Libertação Queer em Nova York.

Os protestos continuaram este ano também, muitos em resposta aos projetos de lei contra transgêneros que foram apresentados em Estados de todo o país.

Um grupo de ativistas liderados por Qween Jean e Joel Rivera tem protestado em vários locais da cidade, incluindo Stonewall, todas as semanas. E a Marcha de Liberação do Brooklyn, que atraiu cerca de 15 mil pessoas no ano passado,  voltou ao Museu do Brooklyn no início deste mês em apoio aos jovens negros transgêneros.

Embora as manifestações do último fim de semana tenham sido em sua maioria pacíficas, o protesto no Washington Square Park — onde a polícia tem imposto toque de recolher noturno — teve confrontos entre a força policial e manifestantes no fim da tarde. Houve relatos de uso de spray de pimenta pela polícia.

Depois de um ano de limitações, os estabelecimentos também estavam ansiosos para levar as pessoas de volta à pista. Os bares gays e lésbicos de Nova York receberam longas filas de clientes que voltaram para as pistas de dança após meses de serviço ao ar livre.

As raves e festas noturnas bombaram nas primeiras horas da manhã e da tarde de domingo: o Papi Juice, coletivo de festas que concentra pessoas não brancas queer e trans, fez 12 horas de celebração no Brooklyn, enquanto a festa Nowadays’s Nonstop Pride durou mais de 24 horas, no Queens. /NYT

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