Protestos eclodem na Índia após estupro de irmãs

Moradores de um vilarejo no oeste da Índia ameaçaram neste sábado retomar o bloqueio de uma rodovia se a polícia não mostrar progresso na busca pelos suspeitos de estuprar e matar três jovens irmãs. A morte das meninas de 7, 9 e 11 anos na semana passada chocou a Índia, que ainda se recupera do estupro e morte de uma estudante em um ônibus em movimento, ocorrido em Nova Délhi em dezembro.

AE, Agência Estado

23 de fevereiro de 2013 | 13h54

Os corpos das meninas foram encontrados em 16 de fevereiro em um poço de um vilarejo no distrito de Bhandara após terem sumido da escola. A mãe das vítimas afirmou que a polícia não levou o caso a sério e não fez nada por vários dias até começarem os protestos dos moradores do local.

Na sexta-feira, a polícia informou que 10 equipes de 30 investigadores estão trabalhando no caso. Neste sábado, uma autoridade afirmou que alguns homens estão sendo questionados pela morte das meninas, mas que nenhuma prisão foi feita por enquanto.

O diretor da escola em que as irmãs estudavam foi suspenso neste sábado por não informar à família e à polícia o desaparecimento das meninas. Os alunos haviam relatado ao diretor que as meninas não estavam presente durante o almoço do dia 14 de fevereiro.

Centenas de pessoas, incluindo alunos, protestaram em Bhandara neste sábado, exigindo maior segurança para mulheres e meninas. Eles acusaram, a gritos, as autoridades de não impedirem crimes contra mulheres.

Também neste sábado, um professor foi preso por ter estuprado uma aluna de 13 anos na quinta-feira. As informações são da Associated Press.

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