Protestos em Ferguson deixam 61 presos e 12 prédios incendiados

Manifestações recomeçaram na cidade após juri absolver policial branco que matou o adolescente negro Michael Brown

O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2014 | 08h52


(Atualizada às 10h49) FERGUSON, MISSOURI -  Ao menos 12 prédios foram incendiados em Ferguson, no Estado norte-americano do Missouri, em uma onda de protestos após um júri ter decidido não indiciar um policial branco que matou a tiros um adolescente negro desarmado em agosto, informou a polícia. Ao menos 61 pessoas foram detidas.

O chefe de polícia do Condado de St. Louis, Jon Belmar, disse ainda que ele pessoalmente ouviu cerca de 150 tiros durante a noite de protestos, saques e confrontos entre manifestantes e a polícia.

Apesar de não haver relatos de ferimentos graves, o chefe de polícia disse que os distúrbios de segunda-feira à noite e madrugada de terça foram "muito piores" do que as manifestações que ocorreram logo após a morte de Michael Brown, de 18 anos, ao ser baleado pelo policial Darren Wilson, em 9 de agosto.

A família do jovem manifestou "sua profunda decepção", através de um comunicado, após saber da decisão. No entanto, pediu que os manifestantes evitassem os distúrbios, ao afirmar na nota que "responder a violência com violência não é a resposta".

Obama. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu calma à população na madrugada. O presidente também afirmou que o caso mostra os desafios ainda pendentes para um país com uma história de discriminação racial.

"Nas últimas décadas, fizemos grandes progressos nas relações raciais, fui testemunha disso em minha própria vida, mas ainda há problemas, as comunidades de cor não os inventam", disse Obama em um pronunciamento não programado na Casa Branca.

"Esse não é só um assunto de Ferguson, este é um assunto de todos os Estados Unidos", acrescentou o presidente. Obama proferiu essas palavras poucos minutos depois da decisão do grande júri sobre o caso, que ocorreu em agosto e gerou uma forte onda de distúrbios raciais. Além disso, o caso trouxe à tona a questão racial e a violência policial no país. / REUTERS e EFE 

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