Protestos em frente à Embaixada do Brasil em Bogotá

Mais de 50 parentes de policiais e soldados mortos, feridos ou seqüestrados pela guerrilha fizeram uma manifestação hoje em frente à Embaixada do Brasil em Bogotá, para protestar contra a possível concessão de asilo ao chefe guerrilheiro Antonio Cadena Collazos, conhecido como "Olivério Medina" e "padre Camilo". Alguns dos manifestantes, convocados pela Fundación Colômbia Herida, uma ONG de defesa dos direitos humanos, estavam fantasiados de comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com uniformes de campanha, barbas postiças e armas falsas.O líder da ONG "Fundación Colômbia Herida", Rodrigo Obregón, que organizou o protesto disse que os parentes dos mortos fazem uma enérgica presença e protestam diante da delegação diplomática brasileira para que não dê asilo político à Collazos. Pelo contrário, acrescentou, as autoridades do Brasil "devem extraditar o guerrilheiro à Colômbia para que pague aqui por seus crimes".O chefe guerrilheiro das Farc está detido desde agosto do ano passado no Brasil e, segundo Obregón, a manifestação em frente à embaixada brasileira mostra "claramente que o Governo brasileiro e a sociedade não podem olhar como político para semelhante assassino".Segundo Obregón, "o padre Camilo" é responsável por vários massacres de soldados e policiais colombianos."Camilo", um sacerdote retirado, é acusado na Colômbia de rebelião e terrorismo com agravantes. Durante as fracassadas conversas de paz entre a Fac e o Governo de Andrés Pastrana (1998-2002), o chefe guerrilheiro foi "chefe de imprensa" do grupo na zona desmilitarizada, sede dos diálogos.

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