Protestos em Hamburgo deixam 161 feridos

De todos os protestos contra a guerra que voltaram a ocorrer hoje em algumas das principais cidades do mundo, a alemã Hamburgo foi cenário de um dos mais violentos, com 161 feridos em choques com a polícia e pelo menos 10 presos. Veja um balanço das manifestações:- Alemanha - Mais de 20 mil estudantes, trabalhadores (entre os quais palestinos) iniciaram uma passeata que, segundo seus organizadores, deveria ser pacífica. Em dado momento, no entanto, cerca de 8 mil manifestantes desviaram-se dos demais, seguindo em direção ao consulado americano e gritando, em coro, "não à guerra, não à guerra...". As forças de segurança decidiram dispersá-los, com jatos d´água, bastonadas e granadas de gás lacrimogêneo. Três agentes figuram entre os feridos. Mais de 20 manifestantes que carregavam pedras, coquetéis molotov e outros objetos foram detidos.- Itália - Milhares de professores e estudantes marcharam pacificamente hoje pelas ruas do centro de Roma, Milão, Turim, Veneza, Nápoles e Bolonha, no quinto dia de protestos contra a campanha militar, apoiada integralmente pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Segundo dirigentes sindicais, 60% das escolas do país permaneceram fechadas, prestigiando o movimento pacifista.- Egito - Pelo menos 18 mil estudante fundamentalistas participaram de concentrações hoje nos câmpus das universidades de Al Azhar e Ain Shams, no Cairo, gritando lemas contra o presidente americano, George W. Bush. "Bagdá, Palestina. Somos todos Saladinos (referência ao sultão que conquistou Jerusalém dos cristãos no século 12)"; "Bush arrogante"; "Fora grande satã", repetiam em coro. A polícia isolou as duas universidades para evitar que o protesto ganhasse as ruas.- Líbia - Dezenas de líbios invadiram hoje os jardins da sede da Embaixada do Kuwait em Trípoli, retiraram a bandeira do emirado e içaram, em seu lugar, a do Iraque. O Kuwait não só apóia a ação militar anglo-americana como cedeu seu território para abrigar o grosso das tropas americanas.- Cisjordânia - Centenas de palestinos saíram hoje às ruas das principais cidades da Cisjordânia em marchas de apoio ao presidente iraquiano. "Saddam é nosso herói"; "Amado Saddam, ataque, ataque Tel-Aviv", pediam, em coro, ativistas. Nos últimos dois anos, o líder iraquiano distribuiu cerca de US$ 35 milhões às famílias de palestinos mortos em ataques contra Israel.- Paquistão - Uma frente de partidos islâmicos paquistaneses anunciou hoje a convocação de mais três grandes manifestações de protesto contra a invasão do Iraque para os próximos dias. "O ódio aos Estados Unidos está crescendo", disse Shahid Shamsi, porta voz da aliança Coalizão Muçulmana Mutahida Majilis-e-Amal (Associação de Ação Unida).- Indonésia - Gritando "enforquem George Bush" e "Bush é um vampiro", cerca de 200 ativistas tentaram invadir hoje a sede do Parlamento, em Jacarta. Foram dispersados pela polícia e alguns deles acabaram presos. Pouco depois, o Movimento da Juventude Islâmica lançou um ultimato aos americanos que vivem em território indonésio: "Vocês têm dois dias para sair da Indonésia, caso contrário serão expulsos pela força." A Indonésia é o país com maior população muçulmana do mundo.- Austrália - Os protestos prosseguiram no país, cujas Forças Armadas estão engajadas na guerra. Houve choques entre pacifistas e policiais em Camberra. Seis agentes ficaram feridos e três ativistas foram presos. Pequenas manifestações ocorreram também no Sudão, Índia, Tailândia, Cingapura, Japão e Coréia do Sul.Veja o especial :

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