Protestos em Hong Kong diminuem após semana tumultuada

Protestos em Hong Kong diminuem após semana tumultuada

Algumas centenas de manifestantes permanecem acampados nas ruas, prometendo manter a pressão sobre o governo chinês

O Estado de S. Paulo

06 de outubro de 2014 | 10h14

Os protestos por reformas democráticas em Hong Kong, liderados por estudantes, diminuíram nesta segunda-feira, 06, mas algumas centenas de manifestantes permanecem acampados nas ruas, prometendo manter a pressão até que o governo responda às suas exigências.

As escolas reabriram a funcionários públicos voltaram ao trabalho  depois de os manifestantes terem saído da área ao redor da sede do governo, importante ponto dos protestos que tiveram inicio no final de semana anterior. O número de pessoas também caiu significativamente em outros dois locais da manifestação e o tráfego voltou a fluir em muitas ruas que estavam bloqueadas.

O fato fez com que muitos se perguntassem se o movimento, de formação livre e em grade parte espontâneo, tinha um curso ou se os estudantes têm uma estratégia clara sobre o que fazer a seguir.

Negociações preliminares entre governo e estudantes tiveram início, mas há ainda muitas desavenças. Os estudantes dizem que se retirarão das conversações se o governo usar a força para retirar os manifestantes que continuam nas ruas.

"Definitivamente, este não é o fim. Nunca estabelecemos um período pelo qual (as manifestações) vão prosseguir. É normal que as pessoas vão para casa, que venham e vão", disse Alex Chow, um dos líderes estudantis. "Depende do governo agora. Este é o primeiro passo, mas a pressão tem de continuar."

Hong Kong foi afetada por uma semana de protestos de rua contra a decisão da China de escolher todos os candidatos que participarão das primeiras eleições diretas para o líder da cidade, algo prometido por Pequim para acontecer em 2017. Os ativistas querem quer qualquer pessoa possa concorrer ao cargo e exigem a renúncia do atual líder, o chefe do Executivo Leung Chun-ying, que recusa-se a sair.

No final de semana anterior, a polícia usou gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra manifestantes desarmados, o que faz com que eles se defendessem com guarda-chuvas e máscaras de fabricação caseira, uma imagem que deu ao grupo um nome não oficial, o "Movimento Guarda-Chuva".

A violência policial atraiu o apoio do público para os manifestantes e, nos dois finais de semana, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas. / AP .

Tudo o que sabemos sobre:
Hong KongChina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.