Protestos em massa contra o governo no Egito deixam três mortos

EUA pedem calma e fim da violência; Milhares de pessoas tomaram as ruas das principais cidades do país

estadão.com.br,

25 de janeiro de 2011 | 17h57

CAIRO - A onda de protestos que tomou o Egito nesta terça-feira, 25, já deixou ao menos três mortos, indicaram fontes médicas e de segurança. As mortes aconteceram nas cidades de Suez e do Cairo.  A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu que as partes envolvidas nos confrontos abandonem a violência e mantenham a calma.

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Milhares de egípcios saíram as ruas do país e enfrentaram a polícia nos maiores protestos contra o governo desde os anos 1970. Os manifestantes se inspiraram na Revolução de Jasmin, revolta que derrubou o presidente da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali no último dia 14. Assim como no país vizinhos, as manifestações foram combinadas por meio de redes sociais como o Twitter e o Facebook.

No Cairo, Alexandria e Suez, os manifestantes agitavam bandeiras da Tunísia e do Egito e cantavam os mesmos gritos utilizados em Túnis. A polícia respondeu com canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo. O presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1982, e seu filho Gamal, tido como seu sucessor, também foram alvo dos protestos.

Os manifestantes têm três reivindicações principais: a suspensão da lei de emergência que vigora permanentemente no país (e que restringe liberdades civis), a saída do ministro do Interior e a adoção de um limite de tempo ao mandato presidencial - o que poderia levar ao fim do governo de Mubarak.

O Egito compartilha muitos dos problemas que geraram os problemas na vizinha Tunísia, como o aumento de preços de alimentos, alto índice de desemprego e revolta contra o que percebem ser a corrupção do governo.

Reação americana

 

A secretária de Estado dos EUA , Hillary Clinton, pediu que todas as partes mantenham a calma e renunciem à violência. Segundo ela, o governo do país continua estável.  "Apoiamos os direitos de liberdade de expressão e opinião de todas as pessoas, e pedimos que todas as partes mantenham a calma e evitem a violência", disse.

"Acreditamos que o governo egípcio é estável e está estudando maneiras de responder às necessidades e interesses legítimos de seus cidadãos", concluiu. O Egito é, ao lado da Arábia Saudita, o principal aliado dos EUA no Oriente Médio.

Com AP, Reuters e BBC Brasil

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