Protestos fazem com que Egito anuncie reforma policial

O ministro do Interior do Egito, Mansour el-Essawi, disse que centenas de policiais de alto escalão serão demitidos por sua participação na dura repressão contra manifestantes contrários ao governo no início deste ano.

AE, Agência Estado

06 de julho de 2011 | 17h40

El-Essawi disse que a reforma de 14 de julho será a maior da história de seu ministério. Ele também ordenou a realização de uma investigação sobre o assassinato de quase 850 pessoas pela polícia durante os 18 dias de levante que resultaram na queda do presidente Hosni Mubarak em 11 de fevereiro.

A polícia tem sido acusada de uso excessivo da força e responsável pelo aumento da criminalidade. O anúncio de El-Essawi foi feito após dois dias de tumultos na cidade de Suez, onde os manifestantes jogaram pedras contra quartéis-generais das forças de segurança, irritados com a liberação de policiais acusados de matar manifestantes.

Suez, localizada na ponta sul do estratégico Canal de Suez, foi o palco de alguns dos mais dramáticos confrontos entre policiais e manifestantes durante os 18 dias de levante que derrubaram o presidente Hosni Mubarak em fevereiro. O tribunal de Suez rejeitou um apelo da decisão tomada por um tribunal do Cairo na última segunda-feira, que libertou sob fiança sete policiais julgados pela morte de 17 manifestantes em Suez. As informações são da Associated Press.

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