Protestos fecham fábricas em Bangladesh

Milhares de trabalhadores jogaram pedras e pedaços de madeira contra fábricas de roupas durante um protesto para elevar o salário mínimo em Bangladesh nesta segunda-feira. Os manifestantes também entraram em conflito com a polícia, que usou gás lacrimogêneo contra a multidão. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2013 | 13h01

Segundo uma autoridade, milhares de pessoas protestaram e pelo menos 100 fábricas foram fechadas nas áreas industriais de Ashulia e Savar para evitar novas ondas violência depois que o confronto começou na parte da manhã.

Na semana passada, um grupo nomeado pelo governo votou para aumentar o salário mínimo dos milhões de trabalhadores do setor. De acordo com o grupo, os ganhos dos funcionários deveriam aumentar para 5,3 mil takas (US$ 66,25) por mês, uma alta de 77%. Ainda assim, o salário mínimo no país seria o mais baixo do mundo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta e exigiram 8,114 mil takas (US$ 100).

Os donos das fábricas não apoiaram qualquer proposta e afirmaram que elevar o salário oferecido para um funcionário iniciante aumentaria seu custo de produção significativamente e destruiria a indústria em um mercado global altamente competitivo.

Bangladesh é o segundo maior país de fabricação de vestuário do mundo, depois da China. O país ganha mais de US$ 20 bilhões por ano com as exportações de roupas, principalmente, para os Estados Unidos e Europa. O setor emprega cerca de 4 milhões de trabalhadores, a maioria mulheres.

O Ministério do Trabalho ainda terá de aprovar o montante proposto para torná-lo uma lei. Fonte: Associated Press.

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