Protestos forçam governo a adiar construção de novo aterro em Nápoles

ITÁLIA

, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2010 | 00h00

A sequência de protestos dos últimos dias forçou o governo italiano a adiar a construção de um novo aterro sanitário em Nápoles. Na madrugada de ontem, manifestantes feriram seis policiais na cidade de Terzigno, próxima ao local proposto para o aterro, ao pé do vulcão Vesúvio. O adiamento foi anunciado pelo chefe da defesa civil, Guido Bertolaso. Ele afirmou que a prioridade é garantir a segurança dos aterros atuais, até que a situação se normalize. O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi (foto), prometeu na sexta-feira 14 milhões para aprimorar o atual aterro em Terzigno, cujo governo exige o cancelamento imediato do projeto. A cidade sofre há anos com má administração da coleta de lixo, em decorrência da corrupção e da influência de máfias no processo. A Comissão Europeia informou que a Itália pode sofrer processos e multas se não resolver logo a crise.

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