Mohamad Torokman/Reuters
Mohamad Torokman/Reuters

Protestos marcam 65º aniversário da criação do Estado de Israel

Milhares de palestinos fizeram marchas para lembrar o 'nakba'; Exército israelense diz que houve confronto

Agência Estado

15 de maio de 2013 | 11h41

RAMALLAH, CISJORDÂNIA - Dezenas de milhares de palestinos tomaram as ruas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza nesta quarta-feira, 15, para lembrar o 65º aniversário da criação do Estado de Israel, em 1948.

Todo dia 15 de maio, os palestinos celebram o "nakba", termo usado para descrever o episódio, quando centenas de milhares fugiram ou foram expulsos durante os confrontos. Até hoje, as tentativas de Israel e dos palestinos de chegar a um acordo sobre a formação de um Estado da Palestina não deram resultado.

Ao meio-dia, sirenes tocaram na Cisjordânia por 65 segundos, o número de anos passados desde 1948. Milhares marcharam em Ramallah, a partir do túmulo do líder palestino Yasser Arafat, até o centro da cidade. Muitos usavam roupas negras, em sinal de luto, e seguravam bandeiras palestinas e chaves gigantes, simbolizando as casas que foram deixadas para trás.

"O direito do retorno não vai morrer", gritavam os manifestantes. Escolas foram fechadas ao meio-dia e os pais levaram os filhos para as manifestações.

O Exército de Israel disse que manifestantes palestinos atiraram pedras contra soldados, que responderam com gás lacrimogêneo, e lançaram uma bomba incendiária contra um veículo militar perto de Hebron, fazendo com que ele virasse e deixando quatro soldados feridos. Militantes em Gaza dispararam um foguete contra o sul de Israel que explodiu num campo aberto, sem provocar ferimentos, informaram os militares. 

O presidente Mahmoud Abbas fez um discurso transmitido pela televisão na noite de terça-feira no qual disse que a causa palestina conquistou aceitação internacional no ano passado, com o reconhecimento do Estado palestino pela ONU em Jerusalém Oriental, Cisjordânia e na Faixa de Gaza. "Nós conquistamos o apoio do mundo", disse Abbas, acrescentando que as políticas israelenses para os palestinos são "condenadas internacionalmente".

Nesta quarta-feira, a agência de estatísticas palestina na Cisjordânia divulgou um comunicado com os dados mais recentes sobre os refugiados palestinos. Segundo o escritório, o número de palestinos atualmente é de 11,5 milhões, dos quais 4,4 milhões vivem na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza; 1,4 milhão estão em Israel e os demais estão dispersos em vários países. / AP

Vídeo da Reuters mostra confrontos:

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelPalestina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.