Protestos marcam a chegada de Bush a Viena

Mais de mil de estudantes saíram nesta quarta-feira às ruas de Viena para protestar contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que visitou a cidade, e sua "política bélica e intervencionista"."Não pretendemos mudar Bush, mas sim conseguir uma pressão pública para que a Europa não forme também um bloco intervencionista. Somos contra a militarização e as guerras por interesses econômicos", explicou um dos organizadores da manifestação, Ludwig Dvorak.Ele acrescentou, em declarações à televisão pública austríaca, que esperava a adesão de mais estudantes ao longo do dia, além de outros cidadãos convocados por diversas organizações.O protesto começou às 9h (4h de Brasília) com uma concentração na praça da principal estação de trens da cidade, a Westbahnhof. Cerca de uma hora depois, mais de mil pessoas saíram em passeata, observadas por cerca de 400 policiais."Bush vá para casa" e "Terrorista n.º1 do Mundo" são os lemas mais comuns nos cartazes dos ativistas. Os organizadores pretendem promover uma segunda passeata, e finalmente uma manifestação maior, em que são esperadas mais de cinco mil pessoas.No entanto, nenhum dos manifestantes pôde ver o presidente americano, devido às fortes medidas de segurança.Vários escritórios e lojas do centro da cidade não puderam abrir suas portas hoje. As ruas no centro antigo da capital ficaram vazias. O único incidente foi causado por três bolsas cheias de cabos e baterias, achadas ontem pela polícia, que no fim eram "bombas falsas".Bush disse saber que muitas pessoas na Europa não concordaram com a sua decisão de invadir o Iraque. E disse que "para Europa, o 11 de Setembro foi um momento; para nós, foi uma mudança na nossa forma de pensar". Com a invasão no Iraque, Bush permanece impopular na Europa. A revista austríaca Profil publicou a manchete "O mundo louco de George Bush" na capa da edição desta semana. O jornal Der Standard disse que "George W. Bush é provavelmente o pior presidente nos últimos cem anos".Bush e sua mulher chegaram na terça-feira à noite ao aeroporto de Viena para participar da cúpula anual entre a União Européia (UE) e os Estados Unidos. Depois de 21 horas na cidade, ele partiu para Budapeste.

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