Protestos mobilizam milhares de pessoas em todo o mundo

Manifestações contra a guerra no Iraque repetiram-se neste sábado em diversas cidades do mundo, reunindo centenas de milhares de pessoas a favor de soluções que impeçam o conflito, que parece ser cada vez mais iminente. Os protestos realizados há um mês em todo o mundo haviam reunido milhões de manifestantes.Em Tóquio, entretanto, o número de manifestantes - cerca de 10.000 - foi o dobro dos do mês passado. "Deixemos a discussão sobre quem está errado e quem está certo", disse um manifestante de idade. "Na minha juventude eu vivi a guerra (a II Guerra Mundial) e perdi toda a minha família." Em Washington, os manifestantes _ muitos deles vindos de Estados distantes como a Flórida e a Califórnia _ se reuniram em torno do Monumento a George Washington e caminharam até a Casa Branca.Foram presas seis pessoas que participaram dos protestos _ aos quais se uniram pessoas conhecidas como o pastor Jesse Jackson, o ex-secretário de Justiça Ramsey Clark e líderes sindicais. Setenta ex-congressistas encaminharam ao presidente George W. Bush um documento pedindo mais tempo para os inspetores de armas da ONU no Iraque.Em San Francisco, 70 pessoas que tentaram tomar a Bolsa de Valores local foram presas.Em Paris, os protestos levaram às ruas 50 mil pessoas, com cartazes com dizeres como "derrubem Bush, não bombas". Em Milão, na Itália, onde o primeiro-ministro Silvio Berlusconi apóia a guerra e as centrais sindicais ameaçam declarar greve se ela for deflagrada, centenas de milhares se manifestaram.Na Grécia, outras 10.000 pessoas, carregando cartazes e faixas com dizeres como "Não ao barbarismo da guerra", marcharam até a Embaixada dos Estados Unidos, no centro de Atenas.No porto grego de Thessalônica, três marchas distintas seguiram até o consulado norte-americano, onde os manifestantes queimaram um míssil feito de papelão.Na Espanha, centenas de milhares de pessoas marcharam em várias cidades, entre elas Madri, Barcelona e Bilbao, contra o apoio do governo do primeiro-ministro José María Aznar à guerra.Cerca de 2.000 jovens alemães, tocando apitos, bloquearam os portões da Base Aérea dos EUA em Frankfurt, o maior ponto de trânsito militar norte-americano para o Afeganistão e o Golfo Pérsico."EUA, canibais universais" e "Bush, tire as mãos do Iraque" eram os dizeres de algumas das faixas e cartazes carregados pelos mais de mil manifestantes que marcharam hoje em Moscou até a sede do Ministério de Relações Exteriores da Rússia.Manifestações também reuniram milhares de pessoas nan Bélgica, Dinamarca, Egito, Turquia, Chipre e Romênia. Na Nova Zelândia e na Austrália, milhares de pessoas protestaram contra a guerra com vigílias noturnas, marchas e até piqueniques.Na Coréia do Sul, mais de 2.000 pessoas lançaram pombas feitas de papel nos céus de Seul; em Hong Kong, manifestantes marcharam vestidos com fantasias de barris de petróleo, sugerindo que o petróleo, não o desarmamento do Iraque, está levando os EUA à guerra. Milhares de manifestantes marcharam hoje também na Tailândia, no Iêmen e nas Filipinas.No Iraque, centenas de milhares de iraquianos saíram às ruas de Bagdá protestando contra a ameaça de guerra e carregando retratos do líder iraquiano, Saddam Hussein.

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