Protestos na Europa contra violência policial

Várias manifestações contra a violenta repressão policial e a morte de um jovem durante a recente cúpula do G-8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia) foram realizadas em Paris e em várias cidades italianas, entre elas Roma, Gênova (que sediou a cúpula), Milão e Florença. Na capital italiana, mais de 50.000 pessoas marcharam atrás de uma faixa com a palavra "assassinos".A manifestação partiu da Praça da República e foi até a Praça dos Santos Apóstolos, a 200 metros da sede da presidência da República. Uma multidão de jovens, mulheres e crianças desfilaram pacificamente, sem bandeiras, símbolos, nem cores, em um movimento que "representou a todos", segundo os organizadores. No Parlamento, a oposição de centro-esquerda propôs uma moção de confiança para o ministro do Interior, Claudio Scajola, que é responsável pela polícia nacional e a abertura de uma investigação parlamentar sobre a violência policial. Em Gênova, cerca de 10.000 pessoas se reuniram em frente ao Palácio Ducal, onde ocorreu a cúpula, para protestar contra a ação violenta da polícia.No local, a associação "Repórteres sem Fronteiras" afirmou ter enviado uma carta ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e a Scajola, expressando sua "indignação pela violência sem precedentes" sofrida pelos jornalistas em Gênova durante "a repressão policial contra os movimentos antiglobalização". Em Paris, pela segunda vez desde a cúpula, cerca de 200 manifestantes antiglobalização franceses reuniram-se diante da embaixada italiana e protestaram contra "a repressão policial e militar particularmente feroz que provocou a morte de uma pessoas e centenas de feridos".

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