Protestos na Tailândia matam 10 e ferem cerca de 500

Protestos na Tailândia matam 10 e ferem cerca de 500

Uma cena de guerra deixou pelo menos dez pessoas mortas e cerca de 500 feridas em Bangcoc, capital da Tailândia, quando soldados e policiais tailandeses enfrentaram manifestantes, vestidos de camisetas vermelhas, contrários ao governo nas ruas. Entre os mortos estão soldados, civis e um cinegrafista japonês da Thomson Reuters. O Exército chegou ao local para dispersar os manifestantes de suas bases, mas uma batalha se instalou. Após duas horas de intensas batalhas, os soldados recuaram.

AE-AP, Agência Estado

10 de abril de 2010 | 13h45

O porta-voz do Exército, o coronel Sansern Kaewkamnerd, pediu aos manifestantes que também recuassem em pronunciamento na TV. Ele também acusou os manifestantes de atirarem granadas durante o confronto. "As forças de segurança recuaram agora", disse Sansern. Segundo ele, uma autoridade do governo foi escolhida para negociar com os manifestantes "para retomar a paz" e pediu a eles que recuem para evitar mais violência.

De acordo com o diretor do Hospital Geral BMA, Pichaya Nakwatchara, quatro manifestantes e o jornalista japonês foram aparentemente mortos por objetos atirados ou por tiros. Os manifestantes levaram o corpo de um homem que disseram estar morto para seu acampamento.

O confronto segue-se a um primeiro uso da força ontem, com jatos de água, desde que autoridades tailandesas declararam estado de emergência, na quarta-feira. Os manifestantes querem forçar o governo a dissolver o Parlamento e convocar eleições. Muitos dos manifestantes são partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe militar há quatro anos. Eles pretendem manter o protesto até o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva dissolver o Legislativo. Abhisit era contrário ao governo de Thaksin e foi eleito em uma votação do Parlamento, em 2008. O atual líder se recusa a antecipar as eleições gerais, mas pode fazer isso no fim do ano.

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