Protestos na Tailândia pedem a renúncia de premiê

Manifestantes dizem que cercarão os escritórios do governo até a saída de Samak Sundaravej

Agência Estado e Associated Press,

20 de junho de 2008 | 14h09

Dezenas de milhares de manifestantes romperam um cordão de isolamento nesta sexta-feira, 20, durante um protesto exigindo a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Samak Sundaravej. A intenção do ato em Bangcoc é realizar um cerco pacífico aos escritórios do governo até a renúncia de Samak.   Foto: Reuters   Os manifestantes argumentam que o atual primeiro-ministro é um títere do anterior, Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 por um golpe militar. Líderes do grupo garantiram que a intenção não é invadir o prédio, apenas cercá-lo.   A polícia estimou em 22 mil os participantes do protesto. Os organizadores afirmam que o número é bem maior. Um dos líderes, Chamlong Srimuang, disse que a manifestação continuaria noite adentro.   Samak, após se reunir com o comandante do Exército e outros altos funcionários de segurança, disse que a situação estava sob controle e a polícia poderia lidar com ela. A informação foi transmitida por um porta-voz do governo, Nattawut Sai-gua. Ele disse também que não havia planos para impor um estado de emergência ou a lei marcial.   Os manifestantes são liderados pelo movimento Aliança Popular para a Democracia. Prevalecia entre eles, muitos da classe média de Bangcoc, uma atmosfera quase festiva, com gritos de "Fora Thaksin, fora Samak", entre outros. Apesar disso, repórteres identificaram alguns feridos durante pequenos confrontos.   O comportamento da polícia era, em geral, pacífico. Segundo o jornal Bangkok Post, sete policiais haviam sido feridos. O próprio primeiro-ministro não estava no prédio cercado. Ele, os ministros e outros funcionários foram deslocados para outros locais. Samak realizou nesta sexta-feira uma visita a uma província vizinha.   A mesma coalizão que se mobiliza atualmente liderou grande protestos antes do golpe militar em 2006 que depôs Thaksin, por supostos crimes de corrupção e abuso de poder. Agora os manifestantes acusam o governo de Samak de interferir nos processos contra o ex-primeiro-ministro e de tentar mudar a Constituição em interesse próprio.   O Partido Poder do Povo, de Samak, venceu as eleições gerais em dezembro. Seu gabinete tem várias pessoas ligadas a Thaksin. Para os críticos, reabilitar o ex-líder está entre as prioridades do atual governo.   Desta vez, os militares afirmam que não se envolverão com a questão política. Altos comandantes têm repetidamente negado rumores sobre um novo golpe.

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