Protestos no Chile terminam com 98 feridos e 750 manifestantes presos

A polícia do Chile informou ontem que prendeu 750 manifestantes que participaram dos protestos por melhores salários ocorridos na quarta-feira. As passeatas, organizadas pela maior central sindical do país, foram duramente reprimidas. Pelo menos 98 pessoas ficaram feridas - entre elas, 48 policiais e um senador governista.Ao longo de toda a quarta-feira, à medida que as manifestações foram ficando mais violentas, com saques e desordem generalizada em vários bairros de Santiago, os policiais responderam com gás lacrimogêneo e jatos d''''água. Os manifestantes, por sua vez, lançaram coquetéis molotov e formaram barricadas com pneus em chamas. A multidão cortou fios elétricos, deixando 7 mil pessoas sem luz em diferentes pontos da capital. ''''Não importa quais são as exigências, não toleraremos violência'''', disse a presidente Michelle Bachelet. Segundo o governo, das 200 mil pessoas que a Central Unitária dos Trabalhadores (CUT) esperava mobilizar, só 5 mil foram às ruas.O líder da CUT, o socialista Arturo Martínez, disse que os protestos foram ''''uma vitória dos trabalhadores chilenos''''. Além do aumento salarial, ele pediu que o governo considere outras exigências, como melhoria nos serviços públicos e no sistema de saúde. O governo socialista de Bachelet, que se declara ''''aberto ao diálogo'''', tem mantido um rígido controle fiscal, mesmo com o aumento no superávit comercial, impulsionado pelas exportações de cobre.

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