Protestos no Gabão deixam tropas francesas em alerta

Continuam os protestos no Gabão, depois que as eleições presidenciais terminaram com a vitória de Ali Bongo, filho do ex-ditador morto, Omar Bongo, que controlou o país africano durante 41 anos. Hoje, manifestantes atearam fogo em uma delegacia policial localizada na segunda maior cidade do país e saquearam prédios comerciais em outras regiões. O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse em Paris que o país deixou em estado de alerta mil soldados sediados no Gabão, ex-colônia francesa. Há um plano de contingência para retirar 10 mil franceses do país, caso necessário.

AE-AP, Agencia Estado

04 de setembro de 2009 | 15h56

A polícia da capital enviou tropas a Port Gentil, polo da indústria petrolífera da nação e um bastião oposicionista, e tomou posições em frente a lojas quebradas. Praticamente todas as lojas no principal bulevar da cidade foram saqueadas ontem e durante a madrugada, segundo Dianney Madztou, editor-chefe da emissora local Top Bendje. Houve disparos esporádicos na manhã desta sexta-feira. Em Libreville, capital do país, a situação parecia se acalmar. Os moradores ficaram em casa na manhã desta sexta-feira, deixando a cidade vazia, apesar da reabertura do comércio.

Um porta-voz do candidato opositor Pierre Mamboundou disse que ele está escondido, pois teme que o governo queira matá-lo. Segundo ele, delegados apontados pela oposição relataram sobre fraudes na disputa. Ali Bongo, de 50 anos, afirmou em entrevista ao jornal francês "Le Monde" que "os políticos devem medir suas palavras e agir calmamente". Segundo ele, caso os oposicionistas tenham queixas a fazer, devem procurar "os canais apropriados". Já o porta-voz oposicionista lembrou que isso não faria sentido, pois a Corte Constitucional e a comissão eleitoral são dominadas por aliados do ex-ditador Omar Bongo.

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