Protestos no Nepal não dão sinais de trégua

A proposta feita pelo rei Gyanendra, do Nepal, na sexta-feira, de entregar o poder a um primeiro-ministro indicado pela aliança de sete partidos políticos, não foi o suficiente para estancar a onda de protestos contra o seu governo. A oposição insiste na reabertura do Congresso e na convocação de uma Assembléia constituinte Em Katmandu, a aliança dos sete partidos políticos de oposição garantiu que irá manter os protestos, que nesta segunda-feira chegam ao 19º dia consecutivo. Os oposicionistas prometem levar às ruas na terça-feira milhares de pessoas em mais uma grande manifestação. "Estamos preparando um protesto maciço. Vamos lotar o anel viário que cerca a capital (onde vigora o toque de recolher diurno)", afirmou Kashinath Adhikary, um dos líderes do Partido Comunista do Nepal (UML), a segunda maior agremiação política do país. Maoístas No domingo, 18º dia de manifestações, os protestos foram menos intensos e mais pacíficos do que os registrados nos últimos dias. Mas, pelo menos 23 pessoas ficaram feridas em confrontos entre policiais e manifestantes. Os protestos do domingo de uma forma geral foram confinados ao anel viário que cerca a capital. O anel fica na zona do toque de recolher, mas grandes trechos dele estão nas mãos dos manifestantes. Pneus e troncos em chamas bloqueiam o acesso às forças de segurança. O rei dissolveu o governo e assumiu plenos poderes em fevereiro de 2005, prometendo esmagar uma revolta maoísta que já dura uma década e que já matou mais de 13 mil pessoas. Pelo menos 15 pessoas morreram e milhares ficaram feridas nos protestos dos últimos dias. O objetivo dos manifestantes é restaurar a democracia. No entanto, alguns analistas acreditam que a "mão invisível" dos maoístas está aproveitando o descontentamento da população para radicalizar o movimento.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 03h16

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