Protestos nos 20 anos da tragédia química de Bhopal

Vinte anos depois de uma nuvem de gás ter causado a morte de pelo menos 10.000 pessoas e afetado mais de 550.000 em Bhopal, uma cidade na região central da Índia, cerca de 1.500 sobreviventes da tragédia e simpatizantes protestaram em frente à fábrica fechada da empresa Union Carbide, para exigir justiça pelos que ainda sofrem os efeitos do pior desastre industrial da história. Outro grupo de manifestantes realizou o enterro simbólico de Warren Anderson, que era presidente da Union Carbide na época do acidente, ocorrido em 3 de dezembro de 1984. Um boneco de Anderson foi queimado pelos manifestantes. "Um acidente como o de Bhopal não pode voltar a acontecer em nenhum outro lugar do planeta", disse Balkrishna Namdev, um defensor dos direitos humanos, durante discurso aos manifestantes. "Não importa o quanto vá demorar. Nossa luta por justiça deve continuar." Os manifestantes entoavam: "não nos esqueceremos das vítimas do genocídio de Bhopal" e "morte à Dow". Os participantes exibiam cartazes acusando a Union Carbide e a Dow Chemical Corporation de oferecer escassa ajuda médica e indenizações inadequadas às vítimas. A Dow Chemical, com sede em Michigan, comprou a Union Carbide em 2001.Apesar do impressionante número de vítimas, calcula-se que muitas outras pessoas morreram ao longo dos anos por causa de doenças relacionadas ao gás venenoso, inclusive câncer de pulmão, insuficiência renal e doenças hepáticas.

Agencia Estado,

03 de dezembro de 2004 | 18h50

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