Protestos pelo mundo marcam aniversário da invasão no Iraque

Protestos antiguerra marcaram neste sábado, o terceiro aniversário da invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque com um pedido de que as tropas de coalizão se retirem do país. Cerca de 500 manifestantes marcharam no centro de Sydney, cantando "Terminem com essa guerra agora" e "Tropas fora do Iraque". Muitos seguravam cartazes que diziam que o presidente Bush é o "Terrorista nº1 do mundo" ou expressando a preocupação de que o Irã possa ser o próximo país a encarar uma invasão. A oposição à guerra é evidente na Austrália, que possui tropas dentro e ao redor do Iraque. Em sua visita ao país, a Secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, foi criticada pelos manifestantes, que diziam que ela "tem sangue em suas mãos". Mas a manifestação deste sábado foi pequena se comparada à demonstração massiva que explodiu em todo o país na época da invasão. O protesto também foi menor do que o esperado na Inglaterra, país que deu maior apoio aos Estados Unidos na guerra. Autoridades fecharam ruas do centro de Londres, onde os organizadores esperavam cerca de 100 mil pessoas. Mas, segundo a polícia, a multidão contava com apenas 15 mil manifestantes. Em Tóquio, cerca de 2 mil pessoas se reuniram em um parque, carregando cartazes enquanto escutavam uma série de discursos antiguerra. Na Turquia, milhares de pessoas se juntaram, em Istambul, para protestar. Outras manifestações foram planejadas para as cidades de Izmir, Trabzon e para a capital, Ancara. A oposição à guerra é praticamente uma unanimidade na Turquia e passa por todas as classes políticas. Na Suécia, cerca de mil manifestantes se reuniram para um comício em Estocolmo antes de marcharem para a embaixada dos Estados Unidos. Demonstrações antiguerra também foram programadas na Espanha, Áustria, Alemanha, Grécia e Dinamarca.

Agencia Estado,

18 Março 2006 | 14h22

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