Protestos por mais liberdade se espalham pela Síria

Milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades, um dia após governo ter anunciado que estudará reformas.

BBC Brasil, BBC

25 de março de 2011 | 11h57

Imagens de cinegrafista amador mostram os protestos em Deraa

Milhares de pessoas foram às ruas nesta sexta-feira em diversas cidades da Síria em protesto por mais liberdades políticas.

Os principais protestos foram na cidade de Deraa, onde foram realizados os funerais de manifestantes mortos por Forças de Segurança na quarta-feira.

Calcula-se que pelo menos 25 pessoas tenham sido mortas quando autoridades dispararam contra a multidão.

Nesta sexta-feira, foram realizadas manifestações de apoio aos protestos de Deraa também na capital, Damasco, e nas cidades de Tel e Hama.

No dia anterior, o governo havia anunciado que consideraria a introdução de reformas políticas, entre elas a decretação do fim do estado de emergência, em vigor desde 1963. O governo também anunciou a libertação de todos os detidos desde o início dos protestos, na semana passada.

Deraa

Segundo analistas, a onda de protestos em Deraa é um dos maiores desafios enfrentados pelo presidente Bashar Al-Assad desde que ele assumiu o governo, no ano 2000.

A crise atual começou na última sexta-feira, quando moradores de Deraa protestaram contra a detenção de 15 crianças por terem escrito frases contra o governo em um muro.

Na quarta-feira, as Forças de Segurança ameaçaram invadir uma mesquita, alegando que ela estava sendo usada por gangues para estocar armas.

Em um comunicado, o governo disse que na mesquita havia "crianças raptadas" que estavam sendo usadas como escudos humanos.

Centenas de pessoas se reuniram no local para impedir sua invasão. Os choques com forças de segurança aumentaram com o cair da tarde, após a chegada de mais pessoas de vilas próximas que foram à Deraa participar dos protestos.

Há relatos de que as Forças de Segurança dispararam indiscriminadamente contra a multidão, embora o governo tenha negado

O governo tem atribuído os atos de violência a "desordeiros" que desejam espalhar o pânico entre a população e prometeu investigar as mortes.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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