Protestos prosseguem e deixam um ferido grave em Budapeste

Na quarta noite de protestos contra o governosocial-democrata do primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany, da Hungria, confrontos entre um grupo de manifestantes e a polícia de Budapeste deixaram nesta quinta-feira pelo menos um feridoem estado grave, segundo fontes policiais. Segundo o canal de televisão HirTv, um jovem manifestante foi ferido durante o confronto com os agentes na praça Oktogonm, no centro de Budapeste. Ele foi atendido por uma das ambulâncias quechegaram ao local e o seu estado ao que tudo indica é grave. Inicialmente, os manifestantes se concentraram perto da estação ferroviária de Nyugati, onde enfrentaram a polícia. Os guardas agiram com rigor, usando gases lacrimogêneos. Várias pessoas, entre elas os supostos líderes, foram detidas, informou a emissora. O número de manifestantes no protesto não chegava a 100, a maioria jovens entre 14 e 18 anos. O grupo parece ser o mesmo que nas duas noites anteriores provocou desordens nas ruas deBudapeste, com um saldo de mais de 200 feridos. Nesta quinta-feira, porém, os manifestantes estavam em minoria diante de um contingente policial reforçado. Outro grupo com cerca de 150 jovens se formou napraça Oktogonm, onde um deles foi ferido. Na praça Kossuth, em frente ao Parlamento, mais de 10 mil pessoas protestaram pacificamente contra o primeiro-ministro, Ferenc Gyurcsany. Ele reconheceu, numa reunião do seu partido, que mentiu aos eleitores sobre a situação econômica do país para conseguir a reeleição. Os oradores voltaram a pedir a renúncia de Gyurcsany, mas repudiaram a violência. Por volta de meia-noite (19h de Brasília), quando terminou o protesto junto ao Parlamento e os manifestantescomeçavam a se dispersar, perto da estação de Nyugati jovens mais exaltados começaram o tumulto. Na noite anterior, um grupo de 200 a 300 manifestantes quebrou vitrines e incendiou automóveis na praça Blaha Lujza. Nos últimosdois dias os confrontos deixaram 220 feridos, dos quais quatro se encontram em estado grave. Mais de 150 pessoas foram detidas. Apesar da onda de protestos, a maior desde a queda do comunismo em 1989, o primeiro-ministro afirma que não pensa em renunciar.

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