Protestos reúnem milhares na Itália

Dezenas de milhares de pessoas, em Roma e em outras cidades italianas, saíram às ruas hoje, em protestos pacíficos contra o terrorismo doméstico e as reformas trabalhistas, que tornariam mais fácil a demissão de trabalhadores. Os dois temas estão ligados entre si em virtude do assassinato, na semana passada, de um assessor do governo que estava ajudando o primeiro-ministro Silvio Berlusconi a esboçar mudanças para as leis trabalhistas.A polícia afirmou que pelo menos 100 mil pessoas compareceram aos protestos em Roma. Nas demais cidades, as manifestações reuniram um número menor de pessoas. Este foi o segundo protesto, em cinco dias, contra a reforma das leis trabalhistas.Os sindicatos esperam que os protestos neutralizem as sugestões, feitas por alguns aliados de Berlusconi, de que a oposição às reformas trabalhistas tenha, de alguma forma, desempenhado um papel na morte do economista Marco Biagi, um assessor do governo. O assassinato foi reivindicado pelas Brigadas Vermelhas, um grupo de esquerda que aterrorizou a Itália com assassinatos nos anos 70 e 80.As reformas trabalhistas propostas, que terminariam com a segurança de ter um emprego para a vida toda, desfrutada por milhões de italianos, dividiram o país. As maiores centrais sindicais italianas convocaram uma greve geral de oito horas em abril.

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