Protestos se estendem a províncias chinesas próximas ao Tibete

ONG afirma que polícia de Aba abriu fogo contra os manifestantes e deixou vários mortos

Efe,

19 de março de 2008 | 03h58

Os protestos de Lhasa se estenderam às províncias de Sichuan, Gansu e Qinghai, onde vive uma grande comunidade tibetana, informou nesta quarta-feira, 19, o jornal South China Morning Post. O Governo chinês ainda não confirmou nenhum destes protestos.  Veja também:Entenda os protestos no TibeteGoverno chinês diz que enfrenta 'luta de vida ou morte' no TibeteChina condena cobertura e HRW pede observadores no TibeteDalai-lama pode renunciar se violência se agravar no TibeteChina acusa dalai-lama de ser responsável por distúrbios Conselho da ONU deve manter silêncio sobre crise no Tibete Na cidade de Aba, em Sichuan (limítrofe com o Tibete), a Polícia abriu fogo contra os manifestantes e deixou vários mortos, segundo denunciou a ONG Centro Tibetano para os Direitos Humanos e a Democracia, cuja sede central fica em Hong Kong. "Eles (os manifestantes) ficaram loucos", disse ao jornal uma funcionária policial, que afirmou que um grupo de tibetanos queimou um posto da Polícia e um mercado, além de atear fogo em dois carros das forças de segurança. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e prendeu cinco pessoas, mas não há confirmação oficial sobre o número de mortos. Em Qinghai, que também faz fronteira com o Tibete, 100 monges desafiaram uma ordem que os confinava em seu mosteiro, e após escalar uma colina atiraram objetos e queimaram incensos. Na província de Gansu, tibetanos a cavalo e em motocicletas atacaram um edifício governamental e foram recebidos com violência pela Polícia.

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