Protestos se estendem pelas redes sociais e no exterior

O jogo de hoje entre as seleções de Holanda e México, em Amsterdã, marca não só a revanche do encontro anterior entre as duas equipes na Copa do Mundo de futebol no Brasil, como também a oportunidade encontrada por ativistas para protestar contra o desaparecimento dos 43 estudantes em Iguala.

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2014 | 02h00

Dianeth Pérez, mexicana residente na Holanda há 11 anos, deu uma entrevista ao Metro Jornal dizendo que vai promover uma "manifestação silenciosa" durante a partida no Amsterdam Arena. Dianeth disse ao jornal que durante a execução dos hinos nacionais, cerca de 500 torcedores mexicanos agitarão lenços pretos e cartazes para expressar "dor e tristeza" em razão do caso dos estudantes da Escola Normal Rural Isidro Burgos, de Ayotzinapa.

Várias outras manifestações contra o desaparecimento dos estudantes mexicanos estão sendo planejadas nas redes sociais. Uma delas, que deve ter consequências na economia, é um boicote ao Buen Fin, uma promoção de vendas semelhante à Black Friday americana.

Comerciantes mexicanos pediram para que os cidadãos não levem adiante o boicote. Enrique Solana Sentíes, presidente da Federação Mexicana de Comércio afirmou que não comprar nada pode ter efeitos muito adversos nos indicadores econômicos e prejudicar pequenas e médias empresas.

O Buen Fin, programa criado em 2011 pelo setor público e privado com apoio do governo federal para reativar o mercado interno por meio de descontos em todos os setores, começa na sexta-feira, apesar da campanha para boicotar o evento como forma de protesto.

Sentíes acredita que o boicote é um erro e pode prejudicar até mesmo os comerciantes de Iguala, onde o sequestro ocorreu. "Os comerciantes não têm culpa por tudo de ruim e espantoso que poderia acontecer com esses meninos em Iguala", disse ele.

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