Prova desestabiliza a Ásia, reage Obama

Para presidente dos EUA, explosões atômicas e lançamentos de mísseis que violam leis internacionais aprofundam o isolamento de Pyongyang

Gustavo Chacra, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2009 | 00h00

O teste nuclear da Coreia do Norte foi condenado ontem pelo presidente dos EUA, Barack Obama, horas antes de os 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU se reunirem em Nova York para discutir uma resposta a Pyongyang.Em comunicado, Obama afirmou que o teste nuclear "foi uma violação das leis internacionais". Segundo o presidente, "essas atitudes, embora não surpreendam, são uma preocupação grave para todos os países. A tentativa de desenvolver armas nucleares, assim como mísseis balísticos, constitui uma ameaça à paz mundial e à segurança internacional".O comportamento do governo norte-coreano, segundo o presidente, "aumenta as tensões e desestabiliza o nordeste da Ásia". Obama acrescentou que a Coreia do Norte não terá aceitação internacional a não ser que abandone sua busca por armas de destruição em massa. "Provocações como essa apenas aprofundarão o isolamento do regime", disse.Segundo Obama, o teste nuclear norte-coreano exige ação da comunidade internacional. "Já estamos e continuaremos trabalhando com nossos aliados e parceiros nas negociações envolvendo o sexteto (Coreia do Norte, EUA, Rússia, China, Japão e Coreia do Sul) e outros membros do Conselho de Segurança nos próximos dias", concluiu. Obama telefonou ontem para os líderes japonês e sul-coreano para "coordenar" uma reação ao teste. O presidente americano assegurou ao presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, o compromisso dos EUA com a defesa da Coreia do Sul. O governo de Seul anunciou ontem que integrará uma iniciativa liderada pelos EUA para conter a disseminação de armas de destruição em massa. A Coreia do Norte já havia advertido que a participação da Coreia do Sul nesse programa significaria uma declaração de guerra.A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, disse ontem que os EUA buscam "uma resolução forte e com medidas fortes". A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, conversou com os chanceleres do Japão e da Coreia do Sul e frisou "a importância de uma posição forte e unificada diante dessa ameaça para a paz e a segurança internacional".O teste nuclear ocorreu no momento em que os EUA buscam iniciativas diplomáticas para convencer o Irã a abandonar seu programa nuclear. Quando assumiu a presidência Obama afirmou que pretendia estender a mão também para Pyongyang, mas insistiu que nenhuma opção estaria descartada. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou o teste norte-coreano uma "grave violação" das resoluções das Nações Unidas e "está preocupado com a possibilidade de o ato afetar negativamente a paz regional e o regime de não-proliferação nuclear global.

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