Provável que voo MH17 tenha caído por ataques de mísseis

A possibilidade de que o voo MH17 da Malaysia Airlines tenha sido atingido por disparos do chão é o cenário "mais provável", de acordo com dezenas de investigadores, informou nesta sexta-feira, Fred Westerbeke, chefe holandês dos procuradores responsáveis pela investigação criminal da queda do avião.

Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2014 | 12h57

De acordo com Westerbeke, o cenário em que o avião foi atingido por disparos terrestres "é o que está recebendo maior atenção agora" na investigação criminal internacional sobre a queda do Boeing 777, em 17 de julho, no leste da Ucrânia. A queda do avião em território controlado por rebeldes pró-Rússia matou todos os 298 passageiros e tripulantes a bordo.

A chefe da polícia holandesa, Patricia Zorko, afirmou que detetives estão analisando com atenção 350 milhões de páginas na internet e milhares de fotos e filmes que poderiam conter evidências do ataque. Segundo ela, a equipe também está tentando verificar a autenticidade de conversas telefônicas interceptadas.

Um alto oficial rebelde na Ucrânia disse à agência de notícias Associated Press, após o desastre, que o avião foi baleado por um grupo formado por rebeldes e militares do Exército russo que acreditavam estar atirando em um avião militar ucraniano. Conversas telefônicas interceptadas entre os rebeldes divulgadas pelo governo ucraniano confirmam essa versão.

Uma investigação holandesa distinta concluiu nesta semana que o avião foi atingido do lado de fora por inúmeros objetivos altamente energéticos, mas não chegou a classificar a causa da queda como um ataque de mísseis.

Detetives e especialistas forenses também estão analisando 25 objetos metálicos recuperados dos corpos das vítimas e dos escombros em busca de alguma pista. "Mais investigações estão a caminho para descobrir de onde esses objetos vieram", afirmou Zorko.

Westerbeke alertou que a complexidade da investigação em um país tomado pelo conflito entre forças governamentais e rebeldes pró-Rússia é alta e consome tempo. Ele comparou o caso à investigação do bombardeio que levou à queda do avião em Lockerbie, na Escócia, que levou anos para identificar suspeitos. "Será uma longa investigação", ele disse, mantendo-se cauteloso quanto aos resultados a que a investigação internacional pode chegar. "Eu não descarto que nós possamos identificar um suspeito e levá-lo a julgamento." Fonte: Associated Press.

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