Vicente Gaibor del Pino/Reuters
Vicente Gaibor del Pino/Reuters

Província do Equador dobra número de casos de infecção pelo novo coronavírus

Com o salto na contabilização de casos na província, região de Guayas passa a ser responsável por 67,6% de todos os contágios no país

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 17h03

A província de Guayas, no Equador, dobrou nesta sexta-feira, 24, o número de casos de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, após a divulgação dos resultados de milhares de testes de diagnóstico que estavam atrasados.

Ontem, eram 7.502 registros de infecção na região, cuja capital é a cidade de Guayaquil, enquanto hoje já são 15.365.

Com o salto na contabilização de casos na província, Guayas passa a ser responsável por 67,6% de todos os contágios no país. Manabí, a segunda com mais ocorrências, teve 1.869 diagnósticos positivos para o novo coronavírus.

Em todo o país, são 22.719 casos de covid-19, identificados após a realização de 56.513 testes. O número de mortes, de acordo com o balanço oficial, é de 576, enquanto outros 1.060 óbitos são considerados prováveis pela doença.

Ainda segundo o Ministério da Saúde do país, 1.366 pessoas já receberam alta médica e são consideradas curadas, 20.350 estão em isolamento domiciliar, 300 estão hospitalizadas em estado estável e 127 tem prognóstico reservado, o que indica situação grave.

Na quinta-feira, 24, o país como um todo também duplicou o número oficial de contagiados pelo novo coronavírus.

Novas medidas

A ministra do Governo, María Paula Romo, que também é presidente do comitê de crise montado para lidar com a pandemia da covid-19, garantiu que o país se prepara para passar a uma fase de distanciamento menos restritiva a partir de 4 ade maio, já que está sendo verificada estabilização nas curvas de contágio.

Romo afirmou que a população precisa se adaptar a uma nova normalidade, que transcorrerá "de maneira gradual e com muita prudência", em plano que ainda está sendo montado pelas autoridades do país, que apresenta horários, ações e normas para escritórios, fábricas e para o transporte público.

A prioridade será para o funcionamento de empresas públicas ou privadas que desenvolvam infraestruturas sanitárias ou realizem trabalhos de emergência. /EFE

 

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