Próximo à eleição, Uruguai tem alto número de indecisos

Dois milhões e meio de uruguaios devem ir às urnas no domingo eleger o novo presidente da república. Na reta final da campanha eleitoral, os candidatos presidenciais tentam conquistar o voto dos indecisos, que oscilam entre os 10% e 12% do eleitorado, segundo diversas pesquisas. A proporção é elevada para os níveis historicamente altos de engajamento político dos uruguaios.

AE, Agencia Estado

21 de outubro de 2009 | 07h46

Além de elevada, a proporção de indecisos apresentou um comportamento pouco comum: ela cresceu na medida em que se aproxima a data da eleição. Segundo pesquisas da consultoria Mori, os indecisos, que eram 8% em abril, cresceram para 10% no final de agosto. Neste fim de semana as pesquisas da Mori indicavam que a proporção de indecisos chegava à faixa de 12%.

A consultoria Factum também coloca os indecisos na mesma proporção. "É um número tão grande de indecisos que causa uma situação na qual qualquer cenário é possível", ponderou o analista político Oscar Botinelli, da Factum.

O ex-guerrilheiro tupamaro José Mujica, candidato da Frente Ampla, a coalizão do governo do presidente Tabaré Vázquez (um médico oncologista que em 2004 se tornou o primeiro socialista eleito presidente no Uruguai) teria 44% das intenções de voto, segundo uma média de diversas pesquisas.

O candidato da oposição, o neoliberal ex-presidente Luis Alberto Lacalle (1990-1995), do Partido Nacional (também chamado de Partido Branco) teria 30%. O terceiro colocado é Pedro Bordaberry, filho do ex-ditador Juan María Bordaberry oscila ao redor dos 10%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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