Próximos embates devem favorecer o presidente

Análise: Gunther Rudzit

É DOUTOR EM CIÊNCIA POLÍTICA PELA USP, PROFESSOR DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DAS FACULDADES RIO BRANCO , O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2012 | 03h05

Romney saiu vencedor do debate de quarta-feira porque todo mundo esperava que não fosse bem. O republicano pegou bem o tema do desemprego. Não explicou como vai resolver o déficit governamental, mas captou o maior problema do americano comum. Usou historinhas como "estive em tal Estado e alguém veio conversar comigo". Funcionou.

Romney esteve melhor, mas não foi um Ronald Reagan ou um Bill Clinton, personagens das duas vezes em que o pretendente conseguiu tirar o mandato do presidente depois de ter ido bem em um debate.

No último encontro (dia 22), os papéis se invertem. Em política externa, historicamente, os republicanos vão melhor. Mas desta vez será difícil Romney não cometer alguma gafe. Muito provavelmente, Obama vai se preparar melhor e pegar duro em propostas de Romney, como a de bater na China. As cascas de banana para o republicano serão muito maiores. E Obama tem um ás na manga muito grande. Ele matou Bin Laden em quatro anos, o que os republicanos não conseguiram em oito.

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