Próximos passos para conter regime dependem da Rússia

Cenário: Neil MacFarquhar / NYT

O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2012 | 03h03

Analistas da situação na Síria acreditam que Bashar Assad explora as iniciativas de paz dos aliados, da Liga Árabe e agora da ONU para ganhar tempo enquanto aniquila seus oponentes. O consenso entre os especialistas em política externa russa é que o Kremlin está pouco preocupado com o número de mortes, mais de 9 mil, e existe uma obrigação moral de intervir.

A Rússia, claramente, desfruta da sua posição e se exibe no cenário mundial como uma protagonista no caso. Diplomatas do Conselho de Segurança da ONU e outros analistas acreditam que a chave é obter a confiança dos russos de que podem contribuir para a solução de um problema internacional importante.

Alguns analistas acreditam que, em muitas capitais, em especial em Washington em ano eleitoral, os envolvidos estão felizes em se ocultar por trás da intransigência de Moscou, porque todas as alternativas no caso da Síria estão repletas de perigos.

As dissensões sectárias se espalham pelo Oriente Médio como fios ocultos dispostos a detonar uma bomba e uma intervenção militar, no que começou como um movimento pacífico, é considerada uma opção muito confusa. "Os EUA estão dispostos a liderar, seja na vanguarda ou na retaguarda? Até agora, a resposta para essa pergunta é não", afirma Shadi Hamid, especialista do Brookings Doha Center, do Catar.

A Turquia já propôs repetidas vezes a criação de uma zona-tampão ou de corredores humanitários ao longo de sua fronteira de 885 quilômetros com a Síria. A volátil fronteira turca é a única área que preocupa os russos.

De acordo com analistas, o plano de paz de Kofi Annan precisa fracassar para convencer a Rússia e a China a não vetarem as resoluções sobre a Síria, como fizeram duas vezes anteriormente. Eles acreditam que a China deve seguir a orientação da Rússia. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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