PSD português vai apressar formação de novo governo

Um dia depois das eleições gerais em Portugal, o vencedor Partido Social Democrata (PSD) disse que precisa formar uma coalizão de governo rapidamente para cumprir os prazos estabelecidos pelo pacote de ajuda financeira internacional.

PRISCILA ARONE, Agência Estado

06 de junho de 2011 | 16h33

O próximo governo tem de apresentar, até o final de julho, um projeto para reduzir significativamente as contribuições das empresas para a Seguridade Social, vender o Banco Português de Negócios, eliminar sua participação societária em empresas e reduzir as indenizações para trabalhadores demitidos, entre outras medidas.

Mas, tendo em vista que algumas dessas ações exigem a maioria dos votos no Parlamento e nenhum partido conseguiu essa maioria sozinho nas eleições de ontem, uma coalizão é necessária para aprovar novas leis.

Além disso, pode levar até 25 de junho até que um novo governo assuma, depois de o presidente Aníbal Cavaco Silva indicar um novo primeiro-ministro e o Parlamento ser convocado para debater as novas propostas, afirmou o Jornal de Negócios, com base em transições anteriores de governo.

Encontro

Cavaco Silva se reuniu hoje com Pedro Passos Coelho, o líder do PSD, e pediu a ele que comece rapidamente o processo para a formação de um governo de maioria, com o objetivo de apresentar um projeto antes de os resultados oficiais das eleições serem publicados, segundo um porta-voz do governo. Os resultados finais serão publicados depois de 15 de junho, assim que todos os votos forem contados.

"Farei todos os esforços, o mais rápido possível, para assegurar que o país tenha um governo de maioria liderado pelo PSD que dê estabilidade a Portugal nos próximos quatro anos", disse Passos Coelho em seu discurso da vitória no domingo. Ele afirmou que iniciaria negociações com o conservador partido Centro Democrático e Social (CDS). Juntas, as duas legendas detêm 120 das 230 cadeiras do Parlamento.

Uma coalizão entre PSD e CDS pode ser boa, já que os partidos estão alinhados em muitas questões que vão da flexibilização das leis trabalhistas, privatização e a necessidade do aumento da competitividade. Os partidos também têm um histórico na formação de governos de coalizão. Um ponto de atrito, porém, deve ser o número de ministérios que cada partido vai comandar no novo governo. As informações são da Dow Jones.

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