PSOL acusa governo brasileiro de 'chantagear' Equador

Partido critica decisão de convocar embaixador em Quito; para legenda, governo Correa defende soberania

João Domingos, da Agência Estado,

25 de novembro de 2008 | 18h49

Em nota de seu comitê executivo, o PSOL acusou o governo do Brasil de "chantagear" o povo do Equador, ao retirar do país o embaixador brasileiro em Quito. A decisão brasileira ocorreu porque o governo do Equador optou por dar um calote no empréstimo de U$ 243 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - com dez adendos, a dívida hoje é de U$ 597 milhões. "De sua parte o PSOL solidariza-se plenamente com o Equador e com as medidas tomadas pelo seu presidente", afirmou o comitê executivo do partido.   Veja também: Tesouro arca com prejuízo se o Equador não pagar a dívida De acordo com a nota do partido, o Brasil errou ao ficar do lado da construtora Odebrecht, acusada pelo governo equatoriano de construir uma hidrelétrica com falhas estruturais. Segundo o partido, o governo do Equador tem se destacado na defesa de sua soberania e dos interesses de seu povo.   O PSOL sugeriu ainda ao governo do Brasil que reconheça a legitimidade da auditoria feita na dívida externa equatoriana pelo governo de Rafael Correa e que faça o mesmo com suas dívidas interna e externa.  

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