Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

PT divulga nota para repudiar 'plano de golpe' contra Maduro

Partido defende o papel da Unasul para intermediar o diálogo e diz estar preocupado com 'fatos que atentam contra a vontade popular'

O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 16h24

 


O PT divulgou uma nota nesta terça-feira, 24, sobre a crise política na Venezuela, agravada pela prisão, na semana passada, do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma. No comunicado, o partido da presidente Dilma Rousseff repudia "quaisquer planos de golpe contra o governo de Nicolás Maduro" e defende o papel da União das Nações sul-americanas para intermediar o diálogo entre o chavismo e a oposição. 

"O Partido dos Trabalhadores tem acompanhado com atenção a situação política venezuelana e expressa sua preocupação sobre fatos recentes que atentam contra a vontade popular", diz o texto, assinado pelo presidente do PT, Rui Falcão, e pela secretária de Relações Internacionais, Monica Valente. "Diante dos fatos noticiados, reafirma seu repúdio a quaisquer planos de golpe contra o governo legitimamente eleito de Nicolás Maduro."

Maduro acusa a oposição de tramar um golpe para derrubá-lo. Na semana passada, após o governo implicar Ledezma na denúncia, o Ministério Público venezuelano ordenou a prisão do prefeito, acusado de conspiração contra o governo. 

Ontem, deputados chavistas pediram ao MP venezuelano, que é controlado pelo chavismo, a cassação do deputado Julio Borges, outro líder da oposição acusado pelo chavismo de conspiração. 

Leia a íntegra da nota do PT:

"O Partido dos Trabalhadores tem acompanhado com atenção a situação política venezuelana e expressa sua preocupação sobre fatos recentes que atentam contra a vontade popular. Diante dos fatos noticiados, reafirma seu repúdio a quaisquer planos de golpe contra o governo legitimamente eleito de Nicolás Maduro.

Apoiamos a manifestação do Governo brasileiro, que, em nota pública, assumiu o compromisso de “contribuir, sempre que solicitado, para a retomada do diálogo político amplo e construtivo”, e também apoiamos o papel da Unasul buscando intermediar um diálogo através da atuação dos Chanceleres do Brasil, Colômbia e Equador.

Esperamos que as partes possam chegar a um acordo pacífico que confirme a escolha feita pelo povo venezuelano nas últimas eleições, quando deixou clara a opção pelo aprofundamento das políticas sociais iniciadas no governo de Hugo Chávez."

Rui Falcão

Presidente Nacional

Mônica Valente

Secretária de Relações Internacionais

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