Garcia/Generalitat de Catalunya/Handout via Reuters
Garcia/Generalitat de Catalunya/Handout via Reuters

Puigdemont convoca Parlamento catalão para decidir resposta a Madri 

Dirigindo-se aos catalães e à comunidade internacional, governador da Catalunha faz pronunciamento em catalão, em espanhol e em inglês

O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2017 | 18h15

O governador da Catalunha, Carles Puigdemont, afirmou neste sábado, 21, em pronunciamento, que convocará o Parlamento local para debater as medidas tomadas pelo governo central de Madri.

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Dirigindo-se aos catalães e à comunidade internacional, Puigdemont fez seu pronunciamento em catalão, em espanhol e em inglês. Ele disse que o Parlamento local deve se reunir, sem data prevista ainda, para traçar uma estratégia contra o "ataque à democracia" feito pelo governo central de Madri.

"Este é o maior ataque ao Estado democrático de direito realizado desde a ditadura do general Franco", afirmou, em referência ao governo ditatorial que liderou a Espanha de 1936 a 1975. "A população não pode aceitar isso."

Mais cedo, o primeiro-ministro da Espanha, o conservador Mariano Rajoy, invocou o Artigo 155 da Constituição e anunciou o afastamento de Puigdemont bem como a convocação de eleições em até seis meses. No começo do mês, separatistas fizeram um plebiscito não autorizado por Madri no qual o pedido de independência venceu com mais de 90% dos votos.

O processo de intervenção de Madri na Catalunha será definido na próxima semana. Na terça-feira, 24, o Senado vai formar uma comissão de 27 parlamentares para analisar as medidas propostas por Rajoy - destituição de Puigdemont, diminuição temporária do poder do parlamento catalão e convocação de eleição regional. Na quinta-feira, 26, o próprio Puigdemont tem até o meio-dia (hora local, 8h de Brasília) para fazer a defesa oral. As medidas serão votadas no plenário da Câmara Alta na sexta-feira, 27.

Neste sábado, 21, centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Barcelona, onde fica a sede do governo catalão, contra as medidas anunciadas por Rajoy e pela libertação dos líderes separatistas Jordi Sanchez e Jordi Cuixart, presos por crime de sedição. 

 

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