Punks russas contra Putin declaram-se inocentes

Três roqueiras feministas russas rejeitaram as acusações de vandalismo por terem feito uma "oração punk" na principal catedral de Moscou contra o retorno do presidente Vladimir Putin. Nesta segunda-feira começa para valer o julgamento das três integrantes da banda Pussy Riot, que podem pegar até sete anos de prisão.

AE, Agência Estado

30 de julho de 2012 | 11h25

Nadezhda Tolokonnikova, de 23 anos, Maria Alekhina, 24, e Yekaterina Samutsevich, 29, estão em custódia da polícia há cinco meses. O processo contra elas causou uma aguda divisão pública e é criticado por grupos de direitos humanos, que afirmam que as punks são prisioneiras de consciência.

Em declaração lida pelos advogados de defesa, as músicas afirmaram que seu objetivo foi expressar ressentimento contra o apoio do patriarca da Igreja Ortodoxa russa ao governo de Putin. Elas declararam-se inocentes das acusações de vandalismo guiado por "ódio religioso". Tolokonnikova disse que sente muito se alguns dos fiéis sentiram-se ofendidos pela ação, e que não quiseram insultar ninguém.

Não se sabe ainda quanto o julgamento deve durar, mas um tribunal decidiu recentemente que as mulheres devem permanecer detidas por mais seis meses. As informações são da Associated Press.

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