Putin aceita comissão para investigar tragédia de Beslan

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou com a formação de uma comissão parlamentar para investigar a crise provocada pela tomada de reféns em Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, que terminou com a morte de pelo menos 330 pessoas em meio a tiroteios e explosões. Foi o quarto atentado no país em menos de um mês. No total, os ataques deixaram quase 500 mortos. Putin havia declarado, dias antes, que o governo russo só realizaria um inquérito interno, fechado, mas sua resistência a uma investigação independente provocou críticas em Moscou e na Ossétia do Norte. A facilidade com que o comando extremista chegou a Beslan e o desfecho sangrento do seqüestro desencadeou fortes críticas sobre a atuação das forças de segurança. A comissão parlamentar será criada no Conselho da Federação, instituição equivalente a um Senado, na qual se reúnem 178 deputados (2 de cada uma das 89 regiões em que é dividida a Federação Russa). O Legislativo russo (Assembléia Federal) abrange duas instâncias: o Conselho da Federação e a Duma (Câmara Baixa do Parlamento). A imprensa russa continua divulgando informações comprometedoras sobre a atuação das forças de segurança. De acordo com o diário Russkiy Kuryer, muitos soldados russos fugiram durante o confronto com os terroristas e as forças especiais, recém-chegadas ao local, tiveram de pedir balas emprestadas a outras corporações durante o tiroteio.

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