Sergei Ilnitsky/AP
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Putin acusa Lênin de ter 'explodido' a Rússia

Presidente russo indica que as ideias do ex-líder soviéticos não foram boas para o país

O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2016 | 07h00

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, acusou o ex-líder soviético Vladimir Lênin, morto em 1924 e ainda venerado por muitos de seus compatriotas, de ter "explodido" a Rússia.

"As ideias devem se concentrar em bons resultados, e este não é o caso de Vladmir Ilich" Lênin, declarou Putin durante uma reunião do conselho presidencial sobre ciências da educação.

Foram as ideias de Lênin que "finalmente desembocaram na queda da União Soviética (URSS)" em 1991, estimou o presidente russo, em uma crítica incomum ao chefe da Revolução bolchevique de 1917.

"Foi depositada uma bomba sob um edifício chamado Rússia, que depois explodiu", afirmou Putin, que, com frequência, mostra-se nostálgico à época soviética.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, tentou imediatamente minimizar o alcance de suas palavras. "O presidente só demonstrou seu ponto de vista. Qualquer pessoa, incluindo o presidente, tem o direito de ter uma opinião a respeito dessa ou aquela personalidade da história", destacou.

Peskov também assegurou que um eventual sepultamento de Lênin "não está na agenda". O corpo embalsamado do revolucionário russo repousa em seu mausoléu erguido na Praça Vermelha, em Moscou, diante das muralhas do Kremlin, no lugar mais simbólico do país, localizado a somente alguns metros da túmulo de Stalin.

A questão sobre seu enterro é levantada com frequência, mas as autoridades russas preferiram não tomar uma decisão a este respeito até agora. Após 25 anos da queda da URSS e do regime comunista, Lênin, morto no dia 25 de janeiro de 1924, continua presente na Rússia, onde milhares de ruas e monumentos ainda celebram a memória do líder da Revolução de Outubro (1917) e fundador do Estado soviético./ EFE

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