Maxim Shipenkov/The New York Times
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Putin admite apoiar ação na Síria se ataque químico de Assad for provado

Presidente russo ressalta que intervenção será ilegal sem a aprovação da ONU

O Estado de S. Paulo,

04 Setembro 2013 | 12h28

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, disse que não descarta aprovar uma operação militar na Síria se evidências claras mostrarem que Damasco realizou ataques com armas químicas, mas ressaltou que qualquer intervenção será ilegal se não tiver a aprovação da ONU.

Perguntado se a Rússia concordaria com uma ação militar se ficasse provado que o governo sírio utilizou armas químicas, Putin respondeu: "Eu não descarto isso."

No entanto, o presidente russo também deixou claro que ainda não aceita a alegação de americanos e europeus de que as forças de Assad estão por trás do ataque no dia 21 de agosto, que Washington diz ter matado 1.429 pessoas.

"Não temos dados de que essas substâncias químicas - e ainda não está claro se foram armas químicas ou simplesmente algumas substâncias químicas nocivas - foram utilizadas precisamente pelo Exército oficial do governo", disse.

Em entrevista à AP e ao canal estatal russo First Channel, divulgada na véspera da reunião de líderes do G20 em São Petersburgo, Putin disse que espera manter conversações com o presidente dos EUA, Barack Obama, paralelamente à cúpula.

Os laços entre EUA e Rússia pioraram para um dos níveis mais tensos desde o final da Guerra Fria em consequência de vários assuntos, como a violência na Síria. Moscou tem sido um importante aliado do presidente sírio, Bashar Assad.

Obama viaja para a cúpula do G20 após ter assegurado o apoio de figuras-chave do Congresso dos EUA a favor de uma ação militar limitada na Síria./ REUTERS

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