Putin analisa reformulação do monopólio do gás

O presidente Vladimir Putin deve decidir esta semana se permite que a Gazprom, o imenso monopólio de gás natural e a empresa mais valiosa da Rússia, mergulhe mais na decadência ou passe por uma reformulação de sua administração na esperança de dar um novo impulso. O governo detém a maioria das ações da empresa e deve tomar uma decisão em uma reunião nesta quarta-feira sobre a renovação do contrato do diretor-executivo Rem Vyakhirev, que dirige a companhia desde 1992. Vyakhirev e um pequeno grupo de altos executivos mantém o controle restrito sobre a Gazprom, evitando que até mesmo o governo tenha acesso à situação financeira da empresa. Vyakhirev dirige esse império do último andar de um edifício de 33 andares no sul de Moscou.Do outro lado da cidade, em um prédio modesto, Boris Fyodorov planeja a saída de Vyakhirev. Fyodorov, ex-ministro das Finanças que foi eleito para o Conselho da Gazprom no ano passado por acionistas minoritários, tem acusado a diretoria de desviar bens da empresa para outras companhias de propriedade de familiares. Em resposta, a diretoria está tentando tirá-lo do Conselho. Os dois homens dizem ter Putin como aliado. A escolha do presidente poderá definir o estranho relacionamento entre o Estado e a Gazprom, a maior empresa de gás natural do mundo.

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