EFE
EFE

Putin cria Guarda Nacional para combater terrorismo e crime organizado

Tropas se encarregarão de cumprir as funções que até agora eram realizadas pelos serviços antidistúrbios, conhecidos como OMON, muito ativos na dispersão das manifestações opositoras

O Estado de S. Paulo

06 Abril 2016 | 10h49

MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou na terça-feira por decreto a criação de um novo órgão de segurança, a Guarda Nacional, que se encarregará de lutar contra o terrorismo e o crime organizado.

"Pensamos em como melhorar o trabalho em todos os temas, incluindo a luta antiterrorista, o crime organizado e a posse ilegal de armas. Criaremos a Guarda Nacional a partir do Ministério do Interior", disse Putin.

Conforme explicou, as tropas do novo órgão de segurança também se encarregarão de cumprir as funções que até agora eram realizadas pelos serviços antidistúrbios, conhecidos como OMON, muito ativos na dispersão das manifestações opositoras.

Putin também informou em uma entrevista televisionada com o ministro do Interior, Vladimir Kolokoltsev, que a nova guarda também incorporará policiais e unidades de elite.

"A crise econômica continua e pode levar a uma crise social", disse Konstantin Kalachev, diretor de consultoria Political Expert Group, com sede em Moscou. "Isto implica um reforço das forças de segurança, que devem se preparar para o pior", disse ele.

O chefe da Guarda Nacional será o general Viktor Zolotov, que desde 2014 exercia a função de vice-ministro de Interior e que já foi chefe dos serviços de segurança do Kremlin (2000-2013). Segundo a agência de notícias russa Interfax, uma fonte com conhecimento no assunto teria dito que a nova força de segurança seria composta por entre 350 mil e 400 mil membros.

Putin ainda apresentou um projeto de lei que permite o uso de veículos blindados e caminhões que lançam água para dispersar manifestações que comprometerem a ordem pública.

O documento, que ainda deve ser aprovado pelo Legislativo, estabelece que a Guarda Nacional “poderá usar caminhões que lançam água e carros blindados” para libertar os sequestrados e evitar desordem pública.

A decisão do presidente russo recebeu, como era esperado, o apoio dos deputados. Putin advertiu contra as tentativas de desestabilizar a situação política na Rússia às vésperas das eleições parlamentares de setembro. /EFE

Mais conteúdo sobre:
Vladimir Putin terrorismo segurança

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.