Putin apoia cessar-fogo na Ucrânia

Presidente russo acrescentou, no entanto, que sem 'ações práticas' para iniciar negociações o plano não será viável

O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2014 | 16h36

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, disse neste sábado, 21, que apoia o pedido do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, para um cessar-fogo, mas acrescentou que sem "ações práticas" para iniciar negociações o plano não seria viável.

"Vladimir Putin apoia a decisão do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, de cessar-fogo no sudeste da Ucrânia, bem como suas intenções declaradas de tomar uma série de medidas concretas para alcançar uma solução pacífica", disse o Kremlin em um comunicado. "No entanto, o chefe de Estado russo chamou a atenção para o fato de que o plano proposto, sem ações práticas voltadas para o início do processo de negociação, não será viável e realista."

O cessar-fogo de sete dias das forças ucranianas começou às 22 horas na sexta-feira, como parte do plano do presidente para acabar com uma insurgência rebelde no leste do país. No sábado, os separatistas pró-Rússia atacaram postos da Ucrânia na fronteira com a Rússia e uma base militar, e tentaram invadir uma base da força aérea durante a madrugada, disseram as forças do governo.

O Kremlin disse, sem se referir a qualquer um dos lados envolvidos no conflito, que Putin considera inaceitável que depois da ordem de cessar-fogo haja sons de explosões e munição atingindo o território russo. Ele também disse que o plano de paz não deve ser um ultimato às milícias.

"A oportunidade que se abre com o cessar-fogo deve ser usada para iniciar negociações significativas e compromisso político entre os lados opostos no leste da Ucrânia", disse o Kremlin, citando Putin. "O presidente russo exorta todas as partes em conflito ao cessar-fogo e à mesa de negociação." / REUTERS

 

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