REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
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EUA dizem que Putin atuou para prejudicar campanha de Joe Biden

Informações de relatório de inteligência nacional foram divulgadas nesta terça mostrando que iranianos também tentaram influenciar disputa e desestabilizar instituições americanas

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2021 | 15h35
Atualizado 16 de março de 2021 | 17h47

WASHINGTON - O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma série de operações no ano passado com o objetivo de prejudicar a campanha presidencial de Joe Biden e apoiar a reeleição de Donald Trump com a disseminação de desinformação. A avaliação foi feita em um relatório de 15 páginas sobre a interferência eleitoral divulgado pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional nesta terça-feira, 16. O documento revelou ações similares do Irã, mas não da China

De acordo com o documento, Putin autorizou "operações de influência destinadas a prejudicar a candidatura do presidente Biden e do Partido Democrata, apoiando o ex-presidente Trump, minando a confiança pública no processo eleitoral e exacerbando as divisões sociopolíticas nos EUA". 

O novo relatório disse que Putin sabia e "provavelmente dirigiu" os esforços de interferência eleitoral. “Avaliamos que os líderes russos preferiram que o ex-presidente Trump ganhasse a reeleição, apesar de perceber algumas das políticas de seu governo como anti-Rússia. Temos grande confiança nesta avaliação ”, afirmou o relatório.

Como na eleição de 2016, a chamada fábrica de trolls russa divulgou histórias depreciativas nas redes sociais sobre Biden e os democratas e reclamou da censura por parte das empresas de tecnologia. Também procurou exacerbar as divisões nos EUA em questões de justiça racial, disse o relatório.

Diferente do que se acreditava, os especialistas em inteligência também descobriram que a China não implantou operações para afetar o resultado da eleição de Trump-Biden. As agências de inteligência dos EUA encontraram outras tentativas de influenciar eleitores com informações de Irã, Cuba, Venezuela e também do Hezbollah.

O documento diz que o Irã "realizou uma campanha de influência secreta multifacetada destinada a minar as perspectivas de reeleição do ex-presidente Trump - embora sem promover diretamente seus rivais - minar a confiança do público no processo eleitoral e nas instituições dos EUA, e semear divisão e exacerbar as tensões sociais no EUA". 

O relatório não encontrou evidências de que os votos foram alterados por meios técnicos, rejeitando alegações falsas de elaboradas conspirações espalhadas pelo ex-presidente Trump e seu aliados. “A China buscou estabilidade em seu relacionamento com os Estados Unidos e não viu nenhum dos resultados eleitorais como vantajoso o suficiente para que corresse o risco de uma reação negativa se fosse pega”.  / Com informações da Reuters 

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