Putin chega à Índia para fortalecer laços

O presidente russo, Vladimir Putin, chegou hoje a Nova Délhi, capital da Índia, para fortalecer os já sólidos laços entre os dois países no setor da defesa. Putin afirmou, às vésperas de sua viagem, temer que as armas nucleares do Paquistão possam cair nas mãos de terroristas. As declarações soaram como música para os indianos. "A comunidade internacional e em particular os aliados do Paquistão deveriam refletir sobre a advertência de Putin", disse o primeiro ministro indiano Atal Bihari Vajpayee, que se reunirá com o líder russo. Ao comentar a visita de Putin em uma entrevista coletiva, o secretário do Exterior indiano, Kanwal Sibal, disse que "a Índia mostrou à comunidade internacional a sua preocupação com o fundamentalismo, o terrorismo e as armas de destruição em massa?. ?O Paquistão tem estes três elementos e, por isso, devemos estar muito atentos", afirmou. Índia e Paquistão, detentores de armas atômicas, estiveram à beira da guerra há poucos meses numa disputa pela Caxemira. A Índia acusa o Paquistão de defender ativamente os guerrilheiros separatistas da Caxemira indiana. Com a visita de Putin, poderia concluir-se o acordo para a compra, por parte da Índia, do porta-aviões russo Almirante Gorshkov, que há anos se arrasta entre polêmicas. Enquanto alguns especialistas consideram a embarcação obsoleta, o governo indiano parece ter todas as intenções de comprá-la. Segundo o jornal The Indian Express, a disponibilidade indiana seria premiada com o fornecimento de um submarino da classe Akula III, capaz de transportar ogivas nucleares. A notícia não foi nem confirmada nem desmentida pelo governo indiano. Sibal disse que a questão de uma aliança estratégica entre Rússia, China e Índia não está entre os temas em discussão. A possibilidade de um eixo asiático foi amplamente discutida pela imprensa e por especialistas indianos nos últimos anos e Putin chega ao país depois de uma visita de dois dias a Pequim.

Agencia Estado,

03 Dezembro 2002 | 18h32

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