Alexei Druzhinin/ Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
Alexei Druzhinin/ Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP

Putin confirma que não irá a Paris para discutir somente crise síria

Decisão aumenta a deterioração das relações entre Moscou e Ocidente; Rússia havia vetado uma resolução sobre Síria no Conselho de Segurança da ONU

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2016 | 10h18

PARIS - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não irá a Paris na semana que vem, e não se reunirá com o presidente francês, François Hollande, ou a primeira-ministra alemã para discutir somente a crise síria, disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, nesta terça-feira, 11.

A informação do cancelamento da viagem do líder russo já havia sido divulgada por uma fonte francesa mais cedo, pela recusa de Putin em se reunir com Hollande para conversar somente sobre a Síria, no exemplo mais recente da deterioração dos laços entre Moscou e o Ocidente.

Autoridades francesas estão se esforçando para encontrar meios de renovar a pressão sobre a Rússia desde que Moscou vetou uma resolução - formulada pela França - sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU. A revolta crescente com os acontecimentos nas áreas rebeldes da cidade síria de Alepo levou as autoridades a repensarem uma recepção a Putin no dia 19 de outubro.

"Houve contatos entre o Kremlin e o Eliseu hoje de manhã para oferecer a Putin uma visita de trabalho sobre a Síria, mas excluindo todos os outros eventos dos quais o presidente Hollande poderia ter participado", disse a fonte. "Em resposta a esta proposta, a Rússia só indicou que quer adiar a visita planejada para 19 de outubro."

O líder russo teria em sua agenda a inauguração de uma nova catedral russa ortodoxa e uma visita a uma exibição de arte russa na capital francesa.

"O presidente (Putin) observou que poderá visitar Paris no momento que for conveniente para Hollande", disse o porta-voz Peskov. "Vamos esperar esse momento conveniente chegar."

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da França disse que seus diplomatas estão trabalhando para encontrar uma maneira de o promotor do Tribunal Penal Internacional iniciar uma investigação de crimes de guerra, que a Corte alega terem sido cometidos por forças sírias e russas no leste de Alepo. / REUTERS

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