Putin defende Egito como mediador no Oriente Médio

O presidentes da Rússia, Vladimir Putin, reuniu-se nesta quinta-feira no Kremlin com seu colega do Egito, Hosni Mubarak, e defendeu a inclusão do Cairo no processo de mediação internacional para a promoção da paz entre Israel e os palestinos. "Concordamos em que é necessário aumentar a eficácia dos esforços dos mediadores internacionais para uma solução no Oriente Médio e achamos que o trabalho do Quarteto (ONU, Estados Unidos, União Européia e Rússia) só ganharia se fossem incorporadas a ele forças regionais influentes, entre as quais sem dúvida está o Egito", disse Putin após a reunião. Falando à imprensa ao lado de Mubarak, o chefe do Kremlin ressaltou que o governo egípcio "poderia desempenhar um grande papel no estabelecimento de contatos entre palestinos e israelenses, e também na obtenção do tão necessário consenso entre os palestinos". Putin garantiu ao presidente do Egito que a Rússia tem a intenção de "continuar coordenando suas ações com as autoridades egípcias" em seus esforços para obter uma solução para o conflito entre palestinos e israelenses. Por sua parte, Mubarak ressaltou que, com seus esforços conjuntos, a Rússia e o Egito podem "abrir o caminho para obter um acordo no Oriente Médio". O presidente russo acrescentou que, durante as conversas, também foram analisadas questões como a situação do Iraque, o programa nuclear iraniano, a situação em torno de Síria e Líbano, e o conflito da região sudanesa de Darfur. "É importante destacar que é coincidente a visão de nossos países sobre como a maioria destes graves problemas deve ser resolvida", acrescentou Putin. Putin acrescentou que Moscou também tem interesse em desenvolver os vínculos humanitários com o Egito, e lembrou que foi aberta este ano no Cairo a Universidade Russo-Egípcia, o "primeiro estabelecimento educacional deste tipo no Oriente Médio". Mubarak, que está no poder há 25 anos, já agitara o clima político russo antes de chegar a Moscou, com declarações publicadas pelo jornal "Vremia Novostéi" nas quais sugeria que Putin continuasse no Kremlin depois de 2008, apesar de a Constituição não permitir que ele tenha um terceiro mandato consecutivo.

Agencia Estado,

02 Novembro 2006 | 12h51

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.