Putin defende mais países com poder de veto na ONU

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou uma das principais recomendações do comitê da Nações Unidas que estudou uma possível expansão do principal colegiado da ONU, o Conselho de Segurança. De acordo com Putin, qualquer reforma do Conselho será incompleta se novos membros não tiverem poder de veto. Hoje, apenas os cinco membros permanentes - Rússia, China, EUA, Grã-Bretanha e França - podem vetar propostas no Conselho de Segurança. Putin também defendeu a inclusão da Índia como membro permanente.Um comitê de alto nível propôs a expansão do Conselho d Segurança, como parte de uma reforma das Nações Unidas. A comissão apresentou duas opções: a criação de mais seis vagas permanentes ou o surgimento de uma nova categoria, de membros semipermanentes, dois para cada continente. No entanto, o comitê concordou que apenas os cinco membros permanentes originais deveriam ter o poder de veto. Putin discorda. "Se formos para uma ampliação das vagas permanentes do Conselho de Segurança, estou convencido de que elas deverão ter o poder de veto", disse ele a jornalistas. "De outra maneira, seria uma reforma incompleta", acrescentando que "se concordarmos que os futuros membros permanentes não devem ter poder de veto, o próximo passo seria abolir o veto, mas o poder de veto é um instrumento eficiente de política internacional". Brasil, Alemanha, Índia e Japão uniram forças para buscar assentos permanentes no Conselho.

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